sexta-feira, outubro 29, 2004

Biodiesel: a solução para os combustíveis fósseis.

Se tudo correr bem, dentro de dois anos os veículos brasileiros movidos a óleo diesel estarão rodando com um percentual de biodiesel no tanque. Esse novo combustível foi desenvolvido por meio da reação química de óleos vegetais com etanol, o álcool extraído da cana-de-açúcar, nos laboratórios da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto.

O biodiesel, além de ser um combustível renovável, já que pode ser extraído de amendoim, soja, e até mesmo óleo de fritura velho, produz bem menos poluentes que o diesel extraído do petróleo, e seu preço é muito mais acessível. A vantagem também, é que nenhuma adaptação no veiculo é necessária.

Fatores econômicos e estratégicos tornam o biodiesel bem-vindo. Hoje, a frota nacional consome cerca de 37 bilhões de litros de óleo diesel por ano. Em 2005, esse volume subirá para 40 bilhões de litros, conforme projeção da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

O biodiesel é uma grande vantagem para todos nós, pensem na economia que poderá ser feita com o uso desse combustível, sem contar que os índices de poluição do nosso ar cairão significadamente. Acredito que projetos desse porte têm mais é que ser apoiado por todos nós brasileiros, que só temos a ganhar com tudo isso.

quinta-feira, outubro 28, 2004

Tamanduá Bandeira (Myrmecophaga tridactyla)


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O Tamanduá Bandeira é um dos animais que melhor representa a fauna brasileira. São típicos de áreas abertas, como campos, cerrados e florestas ralas. Podem atingir mais de dois metros de comprimento, incluindo a cauda que é bastante longa e, sua pelagem é áspera.

São animais que não costuma andar em bandos, pelo contrário, sempre que são encontrados, estão sozinhos. Alimentam-se, basicamente, de cupins e formigas. Pode-se encontrá-lo, com escassez, em todo o território nacional e são de hábitos diurnos.

Uma característica muito curiosa dessa espécie é sua marcha vagarosa. Suas garras são voltadas para dentro para evitar o desgaste das unhas no contato com o solo. Isso acaba dificultando sua caminhada, pois é com elas que escava os formigueiros e rompe os duríssimos cupinzeiros.

O mais triste, é pensar que sua extinção, assim de como diversos outros animais, se dá pela destruição de seu habitat (queimadas, desmatamentos, etc.). Temos que preservar nossa fauna e flora, a “casa” dessas espécies, para que nós, no futuro, não tenhamos a oportunidade de vê-los apenas dentro de jaulas, nos grandes zoológicos.

quarta-feira, outubro 27, 2004

O Privilégio de Ser Vegetariano

Vegetarianos do Brasil! Sintam-se orgulhosos! Vocês tem um privilégio que é para poucos: abster-se do consumo de carne, ou talvez até de todos os derivados de animais. Em um país tropical, com abundância de vegetais de todos os tipos e um clima favorável para a agricultura, uma pessoa pode se dar ao luxo de não comer animais.

Mas pensem por um momento: e se você, amigo leitor, e adepto do vegetarianismo, fosse um camponês do Vietnã, país asiático assolado por conflitos e guerrilhas, onde as pessoas comem insetos, você ainda assim seria vegetariano?

Obviamente, você vai responder que "sim, eu seria". Mas você não seria, não! Por quê?

Países superpopulosos e paupérrimos tem de achar alternativas alimentares. Se as pessoas não comerem animais, elas passam fome. Como o Vietnã é um país muito pequeno, não há espaço - e nem tempo suficiente - para se esperar o crescimento de uma vaca ou de um porquinho. A solução são as aves e os insetos. Gente que já comeu gafanhoto jura que tem gosto de camarão...

E é bom você ir se acostumando com a idéia: cientistas preveêm que daqui a vinte anos a Terra vai estar tão superpopulosa, que sofreremos uma crise alimentar, e a melhor alternativa para conseguir proteínas serão os insetos.

Curiosidade: Os insetos mais consumidos na alimentação de povos de diferentes regiões do planeta são gafanhotos, besouros, grilos, cigarras, lagartas, cupins e formigas. (fonte: Guia dos Curisosos)

Você comeria um gafanhoto?

Chá na luta contra o Mal de Alzheimer

Pesquisadores da Universidade de Newcastle, Inglaterra, anunciaram, nesta segunda-feira (25), que o consumo de certos tipos de chá melhora a qualidade de vida dos portadores do Mal de Alzheimer- doença responsável pela perda gradativa da memória.

De acordo com o estudo, o consumo dos chás verde e preto inibe a atividade das enzimas associadas ao desenvolvimento do mal de Alzheimer. O cientistas salienataram, por fim, que ainda não foi descoberta a cura para o mal, que mata cerca de um milhão de pessoas por ano.

segunda-feira, outubro 25, 2004

Mico-Leão-Dourado (Leontopithecus rosalia)


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De pêlo alaranjado e cauda longa, ganhou este nome devido à pelagem ao redor da cabeça, semelhante à juba de um leão. O mico-leão-dourado é o símbolo da luta pela preservação das espécies brasileiras ameaçadas de extinção. Medindo até 60 centímetros e pesando 600 gramas, este pequeno primata é um dos mais raros do mundo. Alguns poucos podem ainda ser encontrados na Mata Atlântica do Rio de Janeiro

São animais muito agitados, costumam ficar pulando de galho em galho entusiasmadamente. Esta agitação tem uma explicação: normalmente estão à procura de alimento ou tentando defender o seu território. Vivem em grupos de cinco ou seis animais. Cada grupo adota uma pequena área da mata, que pode chegar a 40 hectares, para dormir e procurar frutas, néctar e insetos para comer.

O mico-leão-dourado vive até 15 anos na natureza. Normalmente, os animais dormem em ocos nas árvores. A época de reprodução começa em setembro, com a maioria dos filhotes nascendo entre janeiro e fevereiro. Normalmente nascem gêmeos.

A Mata Atlântica, habitat do mico-leão-dourado, é o segundo ecossistema florestal mais ameaçado do planeta. Originalmente, cobria cerca de 1 milhão de quilômetros quadrados, mas o desenvolvimento urbano ao longo da costa e a agricultura no interior destruíram boa parte das florestas originais. As remanescentes não passam de 7% da cobertura inicial, sendo que o habitat do mico-leão, a Mata Atlântica de baixada do Norte Fluminense, está reduzida a menos de 2% de sua área original, além de estar totalmente fragmentada, ou seja, em pequenos blocos separados por lavouras, pastagens, estradas e construções.

Antes da colonização do Brasil, os micos podiam ser encontrados até nas matas onde hoje é a cidade do Rio de Janeiro. O navegador Fernão de Magalhães relatou ter avistado micos nas praias do Rio. Gradualmente, o mico começou a ser visto nas cortes européias como um mascote valioso, o que estimulava a captura e tráfico desse animal.

Vítima de sua própria beleza, o mico-leão-dourado quase foi extinto na década de 70 quando era comum a sua captura em grandes quantidades. Durante anos, a espécie foi um popular animal de estimação no Brasil e nas cortes européias. Endêmico da Mata Atlântica de Baixada do norte do Rio de Janeiro, sofreu também o impacto dos desmatamentos que praticamente destruíram a vegetação nativa da região.

Existem quatro espécies de micos-leões, todas encontradas apenas no Brasil: o mico-leão-dourado, que vive na Mata Atlântica de Baixada Costeira do estado do Rio de Janeiro; o mico-leão-da-cara-dourada, encontrado na Reserva Biológica de Una, no sul da Bahia; o mico-leão-preto, encontrado no Morro do Diabo, Pontal do Paranapanema (SP); e o mico-leão-da-cara-preta, último a ser descoberto, em 1990, que vive no Parque do Superagüi, no Paraná.


Além do mico-leão-dourado, estão incluídos na lista de espécies ameaçadas o mico-leão-de-cara-dourada também encontrado na Mata Atlântica, o gorila-das-montanhas, que habita a África Central, e o macaco-de-rabo-amarelo do Peru, entre outros. Todos tiveram um declínio significativo na população devido à caça predatória e à destruição das florestas tropicais.

quarta-feira, outubro 20, 2004

Viveremos no meio do lixo?

O Brasil está entre os maiores recicladores de latas de alumínio do mundo. Então por que nossos lixões estão cada vez mais atulhados?

Em um mundo superpopuloso, o lixo é um dos grandes problemas. O que fazer com ele? É necessário que as pessoas comecem a se concientizar de que
metade do seu lixo pode ser reciclado ou reaproveitado:

- Resíduos orgânicos (como cascas de banana, bagaço de laranja) podem se transformar em adubo natural, ou então em comida para passarinhos da redondeza, caso você more em uma casa com jardim.

- Pante caroços de maçã, laranja, maracujá, e muitas outras frutas. Ás vezes, não vai dar em nada. Mas quem sabe você tenha um belo pé de maracujá na porta de sua casa?

- Separe vidros, latas de alumínio e garrafas plásticas do seu lixo orgânico. Muitas pessoas procuram por esses itens na rua para vender e aumentar a renda. Além de produzir menos lixo, você provavelmente ajudará uma família necessitada.

- Procure por receitas alternativas, que usam cascas de frutas em sucos e comidas. Além de poluir menos, você também vai economizar na sua próxima despesa.

quarta-feira, outubro 13, 2004

A doença de Gaia


www.winterscapes.com/neokorei/gaia.htm

Os males que assolam a Terra, como a poluição dos rios, o desmatamento de florestas e a morte de dezenas de animais e homens, só terão cura quando começarmos a entender que, assim como nós, nosso planeta também é um organismo vivo, também fica doente, e a maioria de suas doenças não é uma gripe – que passa com o tempo – mas é um câncer, provocado pelo crescimento desordenado de seres humanos irresponsáveis, que necessita de drogas pesadas, como projetos de despoluição e desenvolvimento sustentável.

Pensar a Terra como algo vivo não é um conceito novo: gregos e romanos antigos tinham dentre suas principais divindades Gaia, que representava o próprio corpo da Terra. Gaia deu sentido ao Caos que reinava no princípio do Universo, e graças a ela que surgiram os deuses, as mulheres, os homens e todas as outras formas de vida que povoam nosso mundo. Neste ponto, deveríamos seguir o exemplo de nossos ancestrais mais longínquos, e começar a respeitar e amar nosso planeta como se fosse um de nós, um ser que faz parte de nossa família, essencial para a nossa vida.

Sem Gaia, ou melhor, sem um planeta saudável, que futuro terão nossos filhos e netos? Viverão em uma terra sem rios, animais ou produtos orgânico? Viverão de drogas laboratoriais, ou poderão comer frutas direto do pé? Como estará o nosso planeta daqui a vinte anos, quando a crise da águas atingir nossos rios?

Devemos começar a respeitar a Terra agora, antes que seja tarde demais...

“Pena de Morte” aos Elefantes

Uma iniciativa do Quênia para se obter uma moratória de 20 anos para o comércio do marfim fracassou durante reunião da Cites (Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora), celebrada em Bangcoc, que começou no último dia 2 na capital tailandesa e durante a qual as 166 partes signatárias devem regulamentar o comércio internacional destas espécies.

Para os defensores que estavam presentes na conferência o fato foi interpretado como "pena de morte" aos elefantes. A iniciativa do Quênia, que recebeu o apoio da União Européia, não conseguiu reunir os dois terços dos votos necessários.

Uma moratória internacional começou a vigorar em 1989, depois que a população de elefantes começou a diminuir nos anos 70 e 80 devido ao tráfico de marfim.


Reunida em Genebra, a Cites inscreveu a espécie no anexo I da Convenção --que lista animais cujo comércio está proibido. Mas o aumento da população de elefantes na África motivou os apelos para uma retomada limitada das exportações de marfim nos países onde os elefantes são objeto de uma vigilância eficaz. Este assunto foi um dos mais polêmicos discutidos na Cites.

Um projeto de moratória de seis anos também fracassou."Os elefantes do mundo inteiro vão sofrer as conseqüências. Os que votaram contra esta proposta votaram contra os elefantes", disse um porta-voz do Fundo Internacional para o Bem-estar Animal.

A África tem atualmente uma população de elefantes estimada entre 400 mil e 600 mil indivíduos.

Cuidado! Índice de CO2 na atmosfera cresce mais que o esperado.

A presença de dióxido de carbono na atmosfera cresceu de forma muito preocupante entre 2001 e 2003, de acordo com as estatísticas reveladas, nesta semana, pela imprensa britânica, na véspera de uma conferência do grupo ambientalista Greenpeace, em Londres.

Segundo o "The Guardian" e o "The Independent", é a primeira vez que a quantidade de dióxido de carbono aumentou em mais de 2 unidades por milhão de partículas (ppm). O crescimento foi registrado em dois anos consecutivamente. Entre 2001 e 2002, o número de partículas de dióxido de carbono por milhão de partículas passou de 371,02 para 373,10 --um índice de 2,08 ppm/ano. No ano seguinte, aumento para 375,64 --2,54 ppm.

O levantamento é registrado anualmente no pico do monte Mauna Loa, no Havaí, desde 1958, pelo cientista americano Charles Keeling, 74. Para Keeling, apenas em 1973, 1988, 1994 e 1998 houve registros acima de 2 ppm. "O aumento do número de partículas de dióxido de carbono por dois anos seguidos é um fenômeno novo", diz o cientista.

O que mais preocupa Keeling é que em 2001 e 2002 não aconteceu o fenômeno do El Niño, como havia ocorrido nas outras quatro vezes.

O cientista acredita que uma das explicações seria o enfraquecimento da capacidade da Terra de absorver o excesso de dióxido de carbono, o aquecimento do planeta e a incapacidade de oceanos e florestas absorverem o dióxido de carbono, associado à mudança brusca do clima.

terça-feira, outubro 12, 2004

Lobo-guará (Chrysocyon brachyurus)


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O lobo-guará, além de ser o maior canídeo da América do Sul, é um animal tímido e que dificilmente se aproxima do ser humano, todavia é comum aparecer em fazendas, atraídos pelo cheiro de comida e por galináceos criados no local. A espécie sua está ameaçada de extinção devido à redução de seu habitat, à caça generalizada e às queimadas.

É originalmente encontrado desde o norte da Argentina até o limite com a Amazônia, no sentido norte-sul, e da Bolívia até o sertão de Pernambuco. Hoje, sua população está restrita às áreas protegidas ou afastadas do Cerrado brasileiro e às áreas inóspitas do Chaco, na Bolívia e Paraguai.

A espécie tem uma dieta bastante ampla, incluindo pequenos mamíferos, aves, insetos, répteis, tatus e frutos. O lobo-guará é um animal solitário, e, embora o casal ocupe o mesmo espaço, com completa sobreposição, as interações são raras, ocorrendo apenas na época de reprodução. O animal adulto pode chegar a pesar cerca de 30 quilos, com 80cm de altura e até 1,90 m de comprimento.

Dia 12 de outubro: Dia do Mar

Você sabia que no dia 12 de outubro, além do dia de Nossa Senhora Aparecida, e do Dia das Crianças comemora-se também o Dia do Mar? Você sabia também, que cerca de 71% da superfície da terra é coberta pelo mar? Pois é, o mar representa uma importante fonte de alimento, emprego, energia e divisas para as nações com aberturas na costa marítima. Sendo assim, as questões relacionadas aos oceanos assumem importância fundamental para o povo brasileiro.

Quando se pensa em recursos do mar, imediatamente as pessoas associam tais pensamentos com os produtos da pesca, como os próprios peixes ou com os recursos de lazer como as praias, porém, as riquezas marinhas utilizáveis pelo homem são muito maiores. A grande riqueza genética dos ecossistemas marinhos representa um imenso potencial pesqueiro, biotecnológico, mineral e energético. Estes recursos devem ser considerados patrimônio natural e econômico do país e não devem ser desperdiçados através da degradação ambiental e exploração excessiva a ponto de comprometer a sustentabilidade a médio e a longo prazo.

Um estudo feito pela Academia Nacional de Ciências dos EUA estima que 14 bilhões de quilos de lixo são jogados (sem querer ou intencionalmente) nos oceanos todos os anos.

Vamos colaborar para não transformarmos os nossos oceanos em imensos lixões! Temos que cuidar disso agora para que nossas futuras gerações não tenham que pagar pela nossa inconseqüência!

domingo, outubro 10, 2004

Tartaruga-marinha


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As tartarugas marinhas existem há mais de 150 milhões de anos e estão entre os animais mais antigos do planeta e, conseguiram sobreviver a todas as mudanças registradas no globo terrestre durante esse período. Originalmente, esses animais eram encontrados em terra firme, como outros répteis. Porém, com as mudanças sofridas ao longo dos anos, migraram para o mar, alterando também algumas características de seu corpo. O número de vértebras, por exemplo, diminuiu. Mesmo as que restaram não ficaram imutáveis, fundindo-se às costelas, formando uma carapaça resistente e leve. As tartarugas também perderam os dentes, ganhando uma espécie de bico, enquanto suas patas se transformaram em nadadeiras. Algumas tartarugas marinhas chegam a viver mais de 100 anos.

Por serem espécies que migram entre oceanos, nascendo e vivendo em áreas diferentes, o conhecimento científico de sua ecologia é bastante difícil. Sabe-se, no entanto, que das sete espécies catalogadas no mundo, todas estão ameaçadas de extinção.

Das espécies existentes, cinco usam o litoral brasileiro como área de desova ou de alimentação (cabeçuda, de pente, verde, oliva e gigante ou de couro). Particularmente no Brasil as maiores ameaças às tartarugas foram a caça empreendida pelas populações costeiras que capturam e matam o animal aproveitando-se do momento da desova, levando também os seus ovos, além da ocupação irregular do litoral. Inúmeras tartarugas também morrem em malhas de pesca nos locais de alimentação e desovas das espécies. A pesca incidental, a poluição dos oceanos e as doenças contagiosas como a fibropapilomatoses são atualmente as principais ameaças para a sobrevivência destes animais.

As tartarugas não são animais de cérebro evoluído, mas têm a visão, o olfato e a audição extremamente desenvolvidos. Além disso, contam com uma impressionante capacidade de orientação, que faz com que, mesmo vivendo dispersas nos oceanos, saibam o momento e o local de reunir-se para a reprodução. Por serem espécies migratórias são considerados recursos compartilhados e protegidos por convenções internacionais.

O Projeto Tamar/Ibama, criado em 1980, é responsável pelas ações de conservação e pesquisa das tartarugas marinhas e o maior programa de conservação brasileiro.

O acasalamento ocorre no mar, quando machos e fêmeas se encontram para o período reprodutivo. A reprodução no litoral brasileiro ocorre entre os meses de setembro a fevereiro e entre dezembro e maio nas ilhas oceânicas. Uma fêmea pode realizar de três a cinco desovas por temporada , com intervalos médios de 10 a 15 dias, cada uma com cerca de 120 ovos, em média.
Os filhotes nascem cerca de 50 dias após a postura dos ovos, incubadas pelo calor do sol.

sexta-feira, outubro 08, 2004

Um Grande Exemplo de Mulher



www.planetark.org/ envpicstory.cfm/newsid/19239

A queniana Wangari Maathai, 64, ganhou o Prêmio Nobel da Paz. O anúncio foi feito nesta sexta-feira pelo Instituto Nobel da Paz em Oslo, na Noruega. A ambientalista é a primeira mulher africana a ganhar o prêmio.

Wangari é vice-ministra do Meio Ambiente do Quênia e responsável por projetos de reflorestamento no país. Lidera, também, o Movimento Cinturão Verde, no próprio Quênia, que plantou mais de 30 milhões de árvores na África. Ela foi premiada por seu trabalho a favor de um desenvolvimento sustentável, da paz e da defesa do ambiente.


Wangari é a 12º mulher a conquistar o prêmio e a primeira a ganhar na África, "Estou muito emocionada. Não sei o que dizer", disse Maathai, que acabava de receber a notícia por intermédio de um membro da academia norueguesa. Maathai receberá um prêmio de US$ 1,3 milhão.

Você já pensou que, se plantássemos uma árvore para cada inocente que morre por dia em ataques terroristas, o quão bem estaríamos fazendo para a humanidade?

Wangari foi, sem dúvida, um grande exemplo para todos. A propósito, quantas árvores você já plantou mesmo?

Onça-pintada (Panthera onca)


www.demene.cnpm.embrapa.br/ fotos/aonca.jpg

A onça-pintada é o maior felino do continente americano, sendo Em todo o continente. Apesar do corpo compacto - chega a pesar 150 kg e medir 2,5 metros (incluindo a cauda) - a onça se movimenta com graça e agilidade. Parar atacar sua presa aproxima silenciosamente,e, geralmente fratura o pescoço de sua vítima. Depois, arrasta-a para o meio da vegetação, fazendo um estoque de comida.

Durante a maior parte do ano, a onça vive sozinha. Somente em agosto, os machos e as fêmeas se reúnem para o acasalamento. Mas não permanecem juntos por muito tempo. A fêmea pode ter de dois a quatro filhotes, que nascem sem enxergar, vindo a abrir os olhos depois de 13 dias. Por dois meses os filhotes ficam junto da mãe, aprendendo a se defender e a caçar. Quando completam um ano, separam-se da mãe. Nessa fase, as onças já possuem pelagem igual à dos adultos. Os tons das cores laranja e preto, bem como o padrão das manchas, variam muito. A coloração da fêmea é geralmente mais clara que a do macho.

A onça consegue nadar e escalar com facilidade. Move-se de acordo com a presença das diversas espécies de presa que compõem a sua dieta, principalmente no Pantanal onde, devido às inundações e às secas da região, a dispersão e deslocamento dos animais é ainda maior. As onças habitam, preferencialmente, as florestas que crescem perto das áreas inundadas. Mas também são encontradas nos cerrados, onde a vegetação herbácea atinge até dois metros de altura.

De hábitos noturnos, são surpreendidas pela claridade do amanhecer. Procuram logo um abrigo nos capinzais ou bosques mais espessos. Sua força é excepcional e embora o olfato não seja aguçado, sua visão é penetrante e acurada. Por isso, costuma ter sucesso sempre que sai à caça de outros animais como veados, macacos, antas, preguiças e aves.

Apesar de sua imponência diante de outros animais, a onça enfrenta o risco de extinção. A pele da onça já foi muito procurada, constituindo uma das causas do rápido declínio da espécie. O alto preço alcançado na Europa e nos Estados Unidos funcionava como um incentivo à contravenção. Considera-se que a espécie tenha praticamente desaparecido da América do Norte. É possível que a onça tenha também sido extinta em El Salvador, Uruguai e Chile, correndo sério risco em outros lugares, como a Argentina, Costa Rica e Panamá.

No Brasil, as onças foram praticamente exterminadas na Mata Atlântica e também no Cerrado e na Caatinga. Considera-se que a bacia amazônica e o Pantanal sejam algumas das últimas regiões que ainda possuem áreas não perturbadas, capazes de suportar grandes populações.
A onça, como acontece com todos os predadores de grande porte, são competidores naturais do homem. Causam prejuízos quando se estabelecem próximo a fazendas de criação, fugindo da destruição das áreas que ocupava originalmente. Com a redução de espécies selvagens que lhe serviriam de alimento, ataca o gado ou animais domésticos.

A acelerada destruição do habitat também pode comprometer o futuro da espécie. As ameaças vêm principalmente das atividades agrícolas, madeireiras e de colonização. No Pantanal, onde a pecuária predomina, as onças são caçadas pelos fazendeiros por representarem um risco permanente para o rebanho doméstico.

quinta-feira, outubro 07, 2004

Pau-brasil (Caesalpinia echinata)

Flor do Pau-brasil
br.geocities.com/ piracemaecologia/Paubrasil.jpg


O pau-brasil, uma das árvores mais conhecidas do país, é nativa de nossa Mata Atlântica. Tem seu tronco recoberto de espinhos, em tons de cinza ou vermelho, e centro avermelhado. Originalmente, a área de abrangência dessa árvore estendia-se por quase 3 mil quilômetros da costa brasileira, tipicamente em floresta primária densa da Mata Atlântica.

O pau-brasil pode chegar a 30 metros de altura, com seu diâmetro alcançando 1,5 metro. Sua floração ocorre no final do mês de setembro até meados de outubro. Entre os meses de novembro a janeiro ocorre a maturação dos frutos.

Os índios brasileiros utilizavam esta árvore para a confecção de arcos, flechas, extraindo um corante vermelho intenso do tronco. Durante o período do Brasil Colônia, a madeira da árvore foi bastante utilizada pelos portugueses, que tiravam o corante produzido pela árvore e o usavam para tingir tecidos. A madeira do pau-brasil também era aproveitada pelos europeus, nas indústrias civil e naval.

A partir do final do século XVIII, a madeira do pau-brasil também começou a ser usada para a fabricação de arcos de violinos, por apresentar peso e espessura considerados ideais. O desperdício da madeira era enorme, pois para a produção de um arco de violino, era exigida a parte mais flexível, sem nó, e cortada no sentido de maior comprimento das fibras, reduzindo o aproveitamento no trabalho artesanal a 15% da tora. Ainda hoje o pau-brasil é procurado para a fabricação desses arcos.

Durante três séculos, o pau-brasil foi um dos principais produtos exportados do Brasil. O fator mais importante que levou ao término do ciclo econômico de exploração da madeira do pau-brasil, no século XIX, foi exatamente o esgotamento das áreas nativas onde a madeira era inicialmente encontrada.

A exploração indiscriminada praticamente dizimou a espécie. Hoje em dia, é muito difícil encontrar a árvore em estado natural. Os poucos locais onde o pau-brasil ainda pode ser encontrado são áreas de preservação situadas no litoral de alguns estados. A espécie está tão ameaçada quanto outras de ocorrência na Mata Atlântica, que mesmo sendo um dos ecossistemas de maior diversidade é um dos mais ameaçados do planeta.

A árvore pau-brasil também é conhecida por orabutã, brasileto, ibirapitanga, ibirapiranga, ibirapita, muirapiranga, ibirapitã, pau-de-pernambuco e pau-rosado.

quarta-feira, outubro 06, 2004

Urso Panda (Ailuropoda melanoleuca)



Um olhar desamparado, um andar desengonçado, resultado dos 130 quilos distribuídos em apenas 1,5 metro de altura. O panda, que com seu jeitão de bichinho de pelúcia atrai simpatia com facilidade.

Há muito tempo, o urso panda era encontrado com facilidade na China, na Birmânia e no norte do Vietnã. Hoje, existem apenas cerca de 1600 indivíduos desta espécie no mundo, vivendo em reservas florestais. A devastação das florestas asiáticas, o lento ciclo de reprodução do bambu (sua base alimentar), o excesso de burocracia e a ineficiência de alguns governos, além da caça voraz, colocaram o panda sob sério risco de extinção.

Dificultando ainda mais a preservação da espécie, a sua capacidade de procriar é mínima. As fêmeas têm um único período fértil por ano e a cada gravidez elas conseguem gerar - com sorte - no máximo dois filhotes, que estão sujeitos a acidentes fatais quando ainda pequenos. Não é raro a mãe sufocar o filho por excesso de carinho, ou então esmagá-los ao distrair-se e adormecer sobre ele. Ao nascer o panda mede diminutos 10 centímetros e pesa menos de 100 gramas. Minúsculo diante da pesada mãe. A mortalidade infantil está estimada em 40%.

Embora tenha um sistema digestivo preparado para o consumo de carne, o panda se alimenta exclusivamente das folhas e do talo do bambu, ficando até 14 horas seguidas sentado, consumindo de 12 a 14 quilos da planta. Talvez por isso a espécie tenha uma existência solitária, se reunindo em grupos ocasionalmente ou no período de fertilidade das fêmeas, que se estende por somente três dias.

Como diversos outros animais, o panda foi maltratado pelo homem que, interessado na sua pele, caçou-o à exaustão. Além disso, o seu território foi tomado pela agricultura, não restando muito espaço para a proliferação da espécie. Atualmente, os pandas que restam na natureza se distribuem em cerca de 33 reservas espalhadas pela área rural da China e separadas entre si por vastas áreas de agricultura e pastagem. A área total dessas reservas, incluindo florestas e áreas ao redor das zonas de habitat do panda gigante, chega a 16 mil km².

As ações para a preservação do panda tiveram início em 1940, mas, na ocasião, eram restritas à pesquisa e coleta de dados. Descoberto em 1869 pelo naturalista francês Père David, o animal ainda hoje conserva uma aura de mistério. Foi somente em 1963 que o governo chinês criou Wolong, a primeira reserva florestal para a proteção da espécie. Em 1980, o WWF fez a primeira contribuição para o trabalho que vinha sendo desenvolvido por cientistas e biólogos, visando a sua sobrevivência. Em 1985 o programa de preservação da espécie foi ampliado com a ajuda do fundo, passando a incluir pesquisa sobre o tamanho da população de pandas, treinamento e equipamento dos laboratórios e da área de proteção, entre outras iniciativas.

Por restarem apenas 1600 pandas vivos (quantidade insuficiente para garantir a sua sobrevivência), a espécie está protegida pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas-CITES. Assinado em 1973 por mais de 120 países, o CITES é o único tratado internacional com objetivo de preservar espécies em extinção e regular o seu comércio. O panda e outros 700 animais e plantas estão incluídos no apêndice I da Convenção, que proíbe qualquer comércio da espécie e permite apenas o intercâmbio entre governos sob finalidade científica.

Na verdade, foi apenas uma pesquisa recente que indicou que a população de pandas na natureza atingiu o número de 1600 indivíduos. Esse número é 40% maior do que se pensava anteriormente.

Especial: Espécies Ameaçadas

Infelizmente existem muitas espécies ameaçadas de extinção no mundo e em nosso país. Alguns exemplos disso são a arara-azul, o mico-leão-dourado, o lobo-guará, a onça, a tartaruga-marinha, e o urso panda. Ao proteger essas espécies, estamos protegendo também seus habitats, fazendo com que outras espécies também sejam salvas.

A conservação desses bichinhos na natureza resulta na conservação de um grande número de outras espécies que convivem com ele, bem como na manutenção do bom funcionamento dos sistemas naturais (equilíbrio da cadeia alimentar, dos ciclos hídricos e florestais, etc). Vamos pegar como o exemplo os micos-leões, que vivem em árvores e alimentam-se de frutas, insetos e pequenos vertebrados. Se os micos estão bem, é sinal que o meio em que vivem está igualmente equilibrado.

A partir de hoje, começaremos um especial sobre espécies ameaçadas. A cada dia, colocaremos o perfil de algumas espécies que estão cada vez mais próximas de seu fim.

Esperamos que gostem!

Propriedades Medicinais das Plantas





Cientistas britânicos da universidade King's College concluíram um estudo sobre as propriedades medicinais das plantas. Foram analisadas plantas da Índia, China e Tailândia.

Apenas agora os cientistas comprovaram algo que está no senso-comum da humanidade há milênios: os remédios de ervas. Quem nunca usou uma receita caseira da avó, ou da tia, para curar uma dor de estômago? Já era hora de estudiosos levarem mais a sério a pesquisa sobre remédios fitoterápicos, já que as ervas são mais acessíveis a grande parte da população, especialmente de países pobres, e não fazem tanto mal ao organismo como muitos remédios sintetizados em laboratórios.

Algumas receitas populares:

- Chá de camomila acalma espinhas inflamadas.
- Boldo do chile faz passar a dor de estômago.
- Chá de folha de goiabeira é bom para curar intestino solto.
- Tempere o feijão com louro e a carne com alecrim.

Você costuma usar remédios baseados em ervas? Qual a sua receita?

Você prefere andar de carro ou de ônibus?

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Você sabia que o oceano absorve metade do gás carbônico expelido na Terra? A informação foi obtida por uma pesquisa feita pela científica norte-americana "Science". Se você acha que esta é uma boa notícia, prepare-se para o que vem a seguir.

A primeira vista, estes resíduos provenientes da queima de combustíveis fósseis podem, a longo prazo, se juntarem aos sedimentos fósseis situados no fundo do oceano e tudo, finalmente, ficaria bem. Porém, antes dessa maravilhosa fonte de energia surgir, a água do oceano se tornará um provedor deste gás.

A grande quantidade do CO² que irá para a atmosfera contribuirá para com o efeito estufa. Além disso, a acidez dos mares inibirá a produção de cálcio, fazendo com que seres marinhos calcários, como o plâncton e os corais, acabem por sumir. Como desgraça pouca é bobagem, a cadeia alimentar se desequilibrará e todos as vidas marinhas e terrestres pagarão um preço muito alto.

Você prefere andar de carro ou de ônibus?

segunda-feira, outubro 04, 2004

Queremos energia renovável já!

O aquecimento global é o pior problema ambiental que enfrentamos hoje. As temperaturas recordes do verão de 2003 no hemisfério Norte e o aumento das emissões de gases de efeito estufa na União Européia demonstram que o fenômeno é uma realidade. Apesar de cientistas acreditarem que não se pode mais impedir que as mudanças climáticas ocorram, devemos nos conscientizar sobre, e, minorá-las, na expectativa de que as conseqüências sejam menos drásticas.

A atmosfera da Terra é composta por gases que mantêm a temperatura, possibilitando a vida no planeta e regulando as chuvas e evaporação. A emissão de gases durante a queima de combustíveis fósseis, principalmente o dióxido de carbono (CO2 ), aumenta o chamado efeito-estufa.


Consequências

- Derretimento das calotas polares. Nas próximas cinco décadas, todo o gelo da Groenlândia poderá desaparecer, mantidas as emissões atuais
- Elevação do nível do mar e alagamento de áreas costeiras e ilhas
- Ondas de calor e enchentes
- Ameaça aos ecossistemas das geleiras, recifes de corais, mangues, florestas tropicais e boreais, pradarias e savanas, incluindo a extinção de espécies animais e vegetais
- Perda de safras agrícolas

As fontes limpas

- Os ventos podem atender 10% da demanda por eletricidade no mundo.
- A energia solar cresce 33% ao ano. Em 2040, poderá suprir até 25% da demanda energética no mundo.
- Estima-se que, com os cuidados necessários e o uso de novas tecnologias, a geração de eletricidade a partir da biomassa (madeira, álcool, óleos vegetais, restos agrícolas, esterco de animais ou resíduos domésticos e industriais) possa produzir em 2050 energia equivalente à que seria gerada por usinas hidrelétricas e nucleares.

Energia nuclear, não!

A geração de eletricidade a partir de reatores atômicos produz substâncias que podem ser usadas na fabricação de armas nucleares. Sob um funcionamento normal, uma usina libera no ar, solo e água radioatividade que pode causar câncer e outras doenças. Além dos riscos de acidente, o maior problema da tecnologia são os resíduos nucleares, que devem ser completamente isolados de qualquer contato com o ambiente, a fim de prevenir a contaminação. Fora tudo isso, a energia nuclear sempre foi cara, muito embora tenha recebido subsídios estatais massivos durante décadas.

Rússia aprova Protocolo de Kyoto

O governo russo enviou, na última quinta-feira, a proposta à Duma (parlamento) para que o país faça parte do Protocolo de Kyoto, acordo mundial para a redução da emissão de CO2 (Gás Carbônico), que é o grande causador da poluição e do aquecimento global.

A Rússia é uma das únicas potências mundiais que não fazem parte do acordo. Os EUA, maior emissor de CO2 do planeta, retirou-se do protocolo logo no começo da administração George W. Bush.

O presidente russo, Vladimir Putin, foi obrigada a ceder diversas pressões dos outros países da Comunidade Européia, já que alguns deles não fazem nenhum tipo de comércio com nações poluentes, e isso poderia afetar seriamente a economia.

sexta-feira, outubro 01, 2004

Trilha do chapeú recebe nova estrutura de visitação

Neste domingo, 26 de setembro, foi inaugurada a obra de estruturação do Roteiro da Trilha do Chapéu, localizada no Núcleo Caboclos do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR), estado de São Paulo. A implementação do roteiro é parte do projeto "Plano de Uso Recreativo do PETAR: Propostas de manejo e uso recreativo para o Núcleo Caboclos", iniciado em 2002 por meio de uma parceria entre o WWF-Brasil, o Instituto Ing-Ong de Planejamento Socioambiental e o PETAR - Instituto Florestal e Instituto Geológico/SMA.

Com informações WWF