Domingo, Outubro 10, 2004

Tartaruga-marinha


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As tartarugas marinhas existem há mais de 150 milhões de anos e estão entre os animais mais antigos do planeta e, conseguiram sobreviver a todas as mudanças registradas no globo terrestre durante esse período. Originalmente, esses animais eram encontrados em terra firme, como outros répteis. Porém, com as mudanças sofridas ao longo dos anos, migraram para o mar, alterando também algumas características de seu corpo. O número de vértebras, por exemplo, diminuiu. Mesmo as que restaram não ficaram imutáveis, fundindo-se às costelas, formando uma carapaça resistente e leve. As tartarugas também perderam os dentes, ganhando uma espécie de bico, enquanto suas patas se transformaram em nadadeiras. Algumas tartarugas marinhas chegam a viver mais de 100 anos.

Por serem espécies que migram entre oceanos, nascendo e vivendo em áreas diferentes, o conhecimento científico de sua ecologia é bastante difícil. Sabe-se, no entanto, que das sete espécies catalogadas no mundo, todas estão ameaçadas de extinção.

Das espécies existentes, cinco usam o litoral brasileiro como área de desova ou de alimentação (cabeçuda, de pente, verde, oliva e gigante ou de couro). Particularmente no Brasil as maiores ameaças às tartarugas foram a caça empreendida pelas populações costeiras que capturam e matam o animal aproveitando-se do momento da desova, levando também os seus ovos, além da ocupação irregular do litoral. Inúmeras tartarugas também morrem em malhas de pesca nos locais de alimentação e desovas das espécies. A pesca incidental, a poluição dos oceanos e as doenças contagiosas como a fibropapilomatoses são atualmente as principais ameaças para a sobrevivência destes animais.

As tartarugas não são animais de cérebro evoluído, mas têm a visão, o olfato e a audição extremamente desenvolvidos. Além disso, contam com uma impressionante capacidade de orientação, que faz com que, mesmo vivendo dispersas nos oceanos, saibam o momento e o local de reunir-se para a reprodução. Por serem espécies migratórias são considerados recursos compartilhados e protegidos por convenções internacionais.

O Projeto Tamar/Ibama, criado em 1980, é responsável pelas ações de conservação e pesquisa das tartarugas marinhas e o maior programa de conservação brasileiro.

O acasalamento ocorre no mar, quando machos e fêmeas se encontram para o período reprodutivo. A reprodução no litoral brasileiro ocorre entre os meses de setembro a fevereiro e entre dezembro e maio nas ilhas oceânicas. Uma fêmea pode realizar de três a cinco desovas por temporada , com intervalos médios de 10 a 15 dias, cada uma com cerca de 120 ovos, em média.
Os filhotes nascem cerca de 50 dias após a postura dos ovos, incubadas pelo calor do sol.

2 Comments:

At 10 de Outubro de 2004 11:25, Anonymous Anônimo said...

Texto informativo muito bem escrito e oportuno, pois trata de um assunto atual e muito importante para o meio ambiente.
Com a pesca ilegal, poluição das aguas e açao predatoria, o numero de tartarugas têm diminuído com o passar do tempo.
O projeto TAMAR é um otimo trabalho para a preservaçao das tartarugas. Parabens ao blog Ad Naturam por divulga-lo. Gostaria de citar, alem do site descrito no post, a comunidade existente no orkut. Procurem pelo nome "TAMAR" em "Communities".
Boa tarde !

 
At 12 de Junho de 2008 19:01, Anonymous Anônimo said...

EU adorei saber sobre as tartarugas marinhas isso me interessa muito o texto esta bem escrito e divido para q possamos ententer melhor sbre a vidas dessas gracinhas do mar

 

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