sexta-feira, outubro 08, 2004

Onça-pintada (Panthera onca)


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A onça-pintada é o maior felino do continente americano, sendo Em todo o continente. Apesar do corpo compacto - chega a pesar 150 kg e medir 2,5 metros (incluindo a cauda) - a onça se movimenta com graça e agilidade. Parar atacar sua presa aproxima silenciosamente,e, geralmente fratura o pescoço de sua vítima. Depois, arrasta-a para o meio da vegetação, fazendo um estoque de comida.

Durante a maior parte do ano, a onça vive sozinha. Somente em agosto, os machos e as fêmeas se reúnem para o acasalamento. Mas não permanecem juntos por muito tempo. A fêmea pode ter de dois a quatro filhotes, que nascem sem enxergar, vindo a abrir os olhos depois de 13 dias. Por dois meses os filhotes ficam junto da mãe, aprendendo a se defender e a caçar. Quando completam um ano, separam-se da mãe. Nessa fase, as onças já possuem pelagem igual à dos adultos. Os tons das cores laranja e preto, bem como o padrão das manchas, variam muito. A coloração da fêmea é geralmente mais clara que a do macho.

A onça consegue nadar e escalar com facilidade. Move-se de acordo com a presença das diversas espécies de presa que compõem a sua dieta, principalmente no Pantanal onde, devido às inundações e às secas da região, a dispersão e deslocamento dos animais é ainda maior. As onças habitam, preferencialmente, as florestas que crescem perto das áreas inundadas. Mas também são encontradas nos cerrados, onde a vegetação herbácea atinge até dois metros de altura.

De hábitos noturnos, são surpreendidas pela claridade do amanhecer. Procuram logo um abrigo nos capinzais ou bosques mais espessos. Sua força é excepcional e embora o olfato não seja aguçado, sua visão é penetrante e acurada. Por isso, costuma ter sucesso sempre que sai à caça de outros animais como veados, macacos, antas, preguiças e aves.

Apesar de sua imponência diante de outros animais, a onça enfrenta o risco de extinção. A pele da onça já foi muito procurada, constituindo uma das causas do rápido declínio da espécie. O alto preço alcançado na Europa e nos Estados Unidos funcionava como um incentivo à contravenção. Considera-se que a espécie tenha praticamente desaparecido da América do Norte. É possível que a onça tenha também sido extinta em El Salvador, Uruguai e Chile, correndo sério risco em outros lugares, como a Argentina, Costa Rica e Panamá.

No Brasil, as onças foram praticamente exterminadas na Mata Atlântica e também no Cerrado e na Caatinga. Considera-se que a bacia amazônica e o Pantanal sejam algumas das últimas regiões que ainda possuem áreas não perturbadas, capazes de suportar grandes populações.
A onça, como acontece com todos os predadores de grande porte, são competidores naturais do homem. Causam prejuízos quando se estabelecem próximo a fazendas de criação, fugindo da destruição das áreas que ocupava originalmente. Com a redução de espécies selvagens que lhe serviriam de alimento, ataca o gado ou animais domésticos.

A acelerada destruição do habitat também pode comprometer o futuro da espécie. As ameaças vêm principalmente das atividades agrícolas, madeireiras e de colonização. No Pantanal, onde a pecuária predomina, as onças são caçadas pelos fazendeiros por representarem um risco permanente para o rebanho doméstico.

1 Comments:

At 10 de outubro de 2004 11:44, Anonymous Anônimo said...

Mais uma vez o homem é o causador do mal. E mais uma vez um problema criado por ele se volta contra o proprio.
Congratulaçoes ao blog Ad Naturam por abordar temas ligados ao meio ambiente, principalmente à fauna brasileira.
Boa tarde!

 

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