segunda-feira, outubro 25, 2004

Mico-Leão-Dourado (Leontopithecus rosalia)


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De pêlo alaranjado e cauda longa, ganhou este nome devido à pelagem ao redor da cabeça, semelhante à juba de um leão. O mico-leão-dourado é o símbolo da luta pela preservação das espécies brasileiras ameaçadas de extinção. Medindo até 60 centímetros e pesando 600 gramas, este pequeno primata é um dos mais raros do mundo. Alguns poucos podem ainda ser encontrados na Mata Atlântica do Rio de Janeiro

São animais muito agitados, costumam ficar pulando de galho em galho entusiasmadamente. Esta agitação tem uma explicação: normalmente estão à procura de alimento ou tentando defender o seu território. Vivem em grupos de cinco ou seis animais. Cada grupo adota uma pequena área da mata, que pode chegar a 40 hectares, para dormir e procurar frutas, néctar e insetos para comer.

O mico-leão-dourado vive até 15 anos na natureza. Normalmente, os animais dormem em ocos nas árvores. A época de reprodução começa em setembro, com a maioria dos filhotes nascendo entre janeiro e fevereiro. Normalmente nascem gêmeos.

A Mata Atlântica, habitat do mico-leão-dourado, é o segundo ecossistema florestal mais ameaçado do planeta. Originalmente, cobria cerca de 1 milhão de quilômetros quadrados, mas o desenvolvimento urbano ao longo da costa e a agricultura no interior destruíram boa parte das florestas originais. As remanescentes não passam de 7% da cobertura inicial, sendo que o habitat do mico-leão, a Mata Atlântica de baixada do Norte Fluminense, está reduzida a menos de 2% de sua área original, além de estar totalmente fragmentada, ou seja, em pequenos blocos separados por lavouras, pastagens, estradas e construções.

Antes da colonização do Brasil, os micos podiam ser encontrados até nas matas onde hoje é a cidade do Rio de Janeiro. O navegador Fernão de Magalhães relatou ter avistado micos nas praias do Rio. Gradualmente, o mico começou a ser visto nas cortes européias como um mascote valioso, o que estimulava a captura e tráfico desse animal.

Vítima de sua própria beleza, o mico-leão-dourado quase foi extinto na década de 70 quando era comum a sua captura em grandes quantidades. Durante anos, a espécie foi um popular animal de estimação no Brasil e nas cortes européias. Endêmico da Mata Atlântica de Baixada do norte do Rio de Janeiro, sofreu também o impacto dos desmatamentos que praticamente destruíram a vegetação nativa da região.

Existem quatro espécies de micos-leões, todas encontradas apenas no Brasil: o mico-leão-dourado, que vive na Mata Atlântica de Baixada Costeira do estado do Rio de Janeiro; o mico-leão-da-cara-dourada, encontrado na Reserva Biológica de Una, no sul da Bahia; o mico-leão-preto, encontrado no Morro do Diabo, Pontal do Paranapanema (SP); e o mico-leão-da-cara-preta, último a ser descoberto, em 1990, que vive no Parque do Superagüi, no Paraná.


Além do mico-leão-dourado, estão incluídos na lista de espécies ameaçadas o mico-leão-de-cara-dourada também encontrado na Mata Atlântica, o gorila-das-montanhas, que habita a África Central, e o macaco-de-rabo-amarelo do Peru, entre outros. Todos tiveram um declínio significativo na população devido à caça predatória e à destruição das florestas tropicais.

2 Comments:

At 30 de abril de 2011 14:17, Blogger amigas para sempre said...

mt legaal esse textooo
ameii,me ajudoo mt no trabalho da escola

 
At 25 de outubro de 2011 14:01, Blogger José Macedo said...

eu quero saber como ele vive,gente me ajude!,essa porcaria de site ñ fala nad's do q eu quero saber!Gente socorro me ajude!,como ele vive?

 

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