quinta-feira, fevereiro 10, 2005


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Carol Zaine


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Carol Zaine

quarta-feira, fevereiro 02, 2005

Resgatando a Mãe-Natureza

Verruga na ponta do nariz, olhos esbugalhados, um caldeirão borbulhando com rabos de lagartixa e um gato negro miando ao seu lado. Esta é a imagem que o folclore criou da bruxa: uma mulher velha, feia e cheia de maldade.

Mas hoje um movimento de pessoas que cultuam a natureza, resgatando ritos e crenças dos povos da antiguidade vêm crescendo e se disseminando em diversos países do mundo. Estas pessoas se autodenominam neo-pagãos, e seu movimento é a chamada Religião da Bruxaria, ou Paganismo.

Vou explicar melhor: o Paganismo reúne todas as crenças populares de todos os países do mundo, lógico que adaptadas a realidade geográfica e natural de seu país de origem. No Brasil, nos últimos 20 anos, houve uma disseminação muito grande de cultos europeus, como o Druidismo (Grã-Bretanha), o Asatru (países nórdicos) e a Wicca, que é um "mix" de crenças dos antigos celtas (povo que habitava a Grã-Bretanha), maçons, ensinamentos orientais e outras vertentes do esoterismo.

O que estas pessoas, que praticam ritos e possuem crenças tão diferentes têm em comum? O amor pela natureza! Todas essas religiões, seja no Japão, no Brasil, na Irlanda ou no Caribe acreditam que a Terra é a nossa Mãe, e que devemos cultuá-la e protegê-la, como nossa criadora. Pregam que os animais, as plantas e todas as representações da criação da Mãe-Terra devem ser tratadas como nossos irmãos, e que devemos preservar o planeta, pois assim estaremos preservando o corpo de nossa criadora.

Portanto, a imagem da bruxa como conhecemos pelos desenhos da Disney está caindo em desuso. Devemos começar a enxergar as bruxas - e bruxos também! - como pessoas que creêm na harmonia entre os seres humanos e o planeta, e que tentam recobrar esta harmonia por meio de suas crenças religiosas.

Contribuição muito bem vinda!

Os catadores de papel e sucata são uma contribuição mais do que bem-vinda para a preservação do meio-ambiente. Eles não possuem uma vida fácil, afinal andam quilômetros por dia, ganham pouco e muitas vezes passam por apuros para conseguir material, mas o seu esforço vale a pena não somente para sustentar a família, mas também para aumentar o índice de reciclagem.

Graças à esses trabalhadores nosso país é o segundo do mundo no ranking de reciclagem de alumínio - sim, as latas de cerveja consumidas em massa durante o carnaval são parte desta estimativa.

Faça também a sua parte: em vez de colocar garrafas (de vidro ou de plástico), papelão, papéis e latas de todos os tipos misturados com o lixo orgânico, separe-as e além de tornar o trabalho duro de nossos amigos mais fácil, você estará contribuindo para o esvaziamento de nossos aterros.

terça-feira, dezembro 07, 2004

Sempre a mesma coisa...

Todo ano enfrentamos o mesmo problema quando começa a estação das chuvas: as enchentes.

É sempre assim: chove, alaga. O povo chora, a televisão faz escarcéu, e as autoridades ficam na mesma. Este ano o governador Geraldo Alckmin ainda tomou uma atitude, construindo quatro piscinões na divisa entre São Caetano do Sul e São Paulo. Mesmo em construção, os piscinões já estão fazendo a diferença. Mas do outro lado de São Caetano do Sul, porém no mesmo rio, as enchentes ainda assustam a população, e ontem voltaram a atacar.

Porém, a situação de nossos rios não é somente culpa dos governantes. Os principais culpados são os "cidadãos", que jogam garrafas plásticas em lagos de parques, palito de sorvete no bueiro, papel de bala na rua... etc, etc, etc. Um bueiro entupido é onde começa a enchente.

Outro problema são os edifícios sem escoamento de água. A maioria das casas hojes não tem sequer um canteiro na porta, são inteiramente revestidas de cimento. Este tipo de construção não permite o escoamento da água, que tem que ir toda para bueiros e bocas-de-lobo, entupidos pela falta de educação da população, e assim voltamos ao problema já citado no parágrafo anterior.

Portanto, não devemos colocar toda a culpa na prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, que está de licança em Milão: as autoridades precisam adotar planos de tratamento da água, limpeza de bueiros e construção de piscinões, mas a população deve aprender que seu papel é muito importante na preservação do meio-ambiente e da saúde pública.

sexta-feira, novembro 26, 2004

Pantanal

O Pantanal é a maior planície inundável do mundo e apresenta uma das maiores concentrações de vida silvestre da Terra. Situado no coração da América do Sul, o Pantanal se estende pelo Brasil, Bolívia e Paraguai com uma área total de 210,000 km2. Aproximadamente 70% de sua extensão encontra-se em território brasileiro, nos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

O ecossistema pantaneiro abriga aproximadamente 3.500 espécies de plantas, 432 de aves, 124 de mamíferos, 177 de répteis e 41 de anfíbios. Até agora foram registradas 325 espécies de peixes de água doce e novas espécies ainda têm sido descobertas regularmente.Cerca de 80% da área total do Pantanal está em excelentes condições de conservação e abriga populações numerosas de grandes mamíferos, aves, peixes e répteis.

Pelo seu estado de conservação, sua rica biodiversidade e as particularidades de seu ecossistema, o Pantanal é considerado uma das 37 últimas Grandes Regiões Naturais da Terra.Mesmo encontrando-se bastante conservado, o Pantanal sofre ameaças constantes. A maior parte relacionada com a degradação do Cerrado. Os principais rios do Pantanal nascem nas chapadas do ecossistema vizinho que tem problemas ambientais associados à intensa produção agrícola que se desenvolve na região. A ocupação humana e a atividade pecuária no Pantanal também representam ameaças pelo desmatamento e a conversão de florestas em pastagens.

A pesca sem controle é outro grande problema na região. A agricultura e a mineração, em geral concentradas nas áreas mais altas que circundam o Pantanal, também trazem prejuízos. Outra ameaça a biodiversidade pantaneiras, ainda que potencial, é o projeto de construção de uma hidrovia, que prevê a drenagem e a mudança de curso do Rio Paraguai para permitir a passagem de navios pelo Pantanal.

quarta-feira, novembro 24, 2004

Cerrado


http://www.chapadaodoceu.go.gov.br/folhaSP_Serranopolis-cerrado.jpg

O Cerrado é o segundo maior ecossistema brasileiro, localizado em uma grande área do Brasil Central. Por fazer fronteira com importantes ecossistemas, a fauna e flora do Cerrado são muito ricas. Espécies ameaçadas como a onça-pintada, o tatu-canastra e o lobo-guará, ainda têm populações significativas no Cerrado, ressaltando sua importância como ambiente natural.

Na região existem mais de 10.000 espécies vegetais, uma grande variedade de vertebrados e um elevado número de invertebrados. Os recursos hídricos da região ressaltam em quantidade e qualidade: nas suas chapadas estão as nascentes dos principais rios das bacias Amazônica, da Prata e do São Francisco.

Apesar de tudo, o Cerrado é um dos ambientes mais ameaçados do mundo. Dos mais de 2 milhões de hectares de vegetação nativa restam apenas 20% e a expansão da atividade agropecuária pressiona cada vez mais as áreas remanescentes.

Estudos realizados indicam que o bioma corre o risco de desaparecer até 2030. Dos 204 milhões de hectares originais, 57% já foram completamente destruídos e a metade das áreas remanescentes estão bastante alteradas, podendo não mais servir aos propósitos de conservação da biodiversidade.

O desmatamento do Cerrado é alarmante, chegando a 1,5% ou três milhões de hectares/ano. Isso equivale a 2,6 campos de futebol/minuto. Esforços de todos os setores da sociedade são necessários para reverter esse quadro.

Espiritualidade e Natureza





http://www.stained-windows.co.uk/jpgs/green%20man%20sm.jpg

As primeiras religiões idealizadas pelo homem eram, na verdade, culto aos elementos da natureza, personificados em divindades. Com a dominação cristã no ocidente, e a mulçumana no oriente, essas relgiões foram ficando esquecidas, deixadas de lado. Há alguns anos, graças ao movimento "New Age", essa espiritualidade mais ligada aos seres mitológicos e aos elementos naturais retornam com força total.

Confira abaixo algumas destas crenças ancestrais:

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Bruxaria: muito diferente do que a maioria das pessoas pensam, a Bruxaria é baseada na antiga religião da Europa, e seu principal ponto é o culto à natureza, usando ervas, água, pedras, etc. Têm diferentes vertentes, mas todas se baseiam no culto e na preservação da vida de acordo com as leis da natureza.

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Candomblé: veio da África, e segue a ritualística e as crenças dos negros que viviam do que a natureza os fornecia. Seus deuses, chamados de Orixás, têm identificações com elementos da natureza e também com facetas das diversas personalidades humanas. Sua ritualística é muito elaborada e seus ritos possuem uma singular beleza, pois transmitem a cultura afro-brasileira de uma forma muito pura.

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Umbanda: genuinamente brasileira, a Umbanda é uma mistura das crenças dos três principais povos que formaram a miscigenação do povo brasileiro: os índios, os negros e os brancos. Não fazem sacrifícios de animais, mas usam carne (comprada em supermercado), frutas e bebidas em suas oferendas, pois dizem que assim é uma forma de devolvermos ao mundo natural o que usamos dele. Seus deuses são muito parecidos com os do Candomblé - inclusivem recebem os mesmos nomes - , mas usam as imagens dos santos católicos em seus altares, devido a influência do catolicismo.

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Hinduísmo: considerada a religião mais antiga do mundo, com cerca de 6.000 anos de existência. Possui milhares de deuses, e todos são relacionados com a vida natural: sejam eles elementos da natureza, fases da vida humana ou sentimentos. No Brasil, não tem muitos adeptos, mas é a maior religião da Índia.

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Religião Indígena: mesmo com tantos povos diferentes na América pré-colombiana, todos tinham em comum o culto e a profunda reverência à natureza, que era a fonte de sua sobrevivência. Os norte-americanos, por exemplo, acreditavam que cada pessoa possuía um animal totem, que era seu espírito animal protetor. Já os brasileiros tinham deuses como Jaci (a Lua) e Tupã (o trovão).

Existem várias outras religiões que cultuam a natureza, aqui apresentamos somente as mais populares.

terça-feira, novembro 23, 2004

Mata Atlântica

http://www.mata-atlantica.ufz.de/images/mata-atlantica.jpg

A Mata Atlântica desempenhou um papel muito importante na história de nosso país, é considerada um dos maiores repositórios de biodiversidade do planeta e, também, um dos mais importantes e mais ameaçados hotspots do mundo. Veja alguns números sobre essa vegetação tão importante e tão desprezada.

-Sua área original corresponderia a uma extensão 2 vezes o tamanho da França e mais de 3 vezes o território da Alemanha.

-Nos últimos 500 anos sua floresta foi reduzida de 1,3 milhão de km2 para 91 mil km2. Isso significa menos de 8% da sua extensão original.

-454 espécies de árvores em um único hectare (sul da Bahia) e 476 espécies em amostra de mesmo tamanho na região serrana do Espírito Santo.

- Estimativas indicam que possui cerca de 20.000 espécies vegetais.

-Mais de 2/3 dos primatas são espécies endêmicas e ameaçadas de extinção.

segunda-feira, novembro 22, 2004

Intimamente ecológica

Mulheres, podem ficar contentes. Pelo menos as norte-americanas... foi lançado nos E.U.A. um "absorvente-verde", feito de algodão orgânico, que além de não deixar resíduos no meio-ambiente, não é suspeito de provocar cancêr ou disfusões hormonais - como dizem alguns médicos sobre os absorventes higiênicos usados hoje em dia.

Os absorventes comuns são produzidos com rayon, um derivado da celulose composto de dioxina, um subproduto altamente poluente, que escapa da purificação efetuada pelos sistema de esgotos e não é absorvida pelo solo em aterros sanitários.

Sendo aprovado pela F.D.A (Food and Drugs Administration), uma das mais conceituadas agências reguladoras do mundo, talvez chegue com rapidez ao Brasil. Basta torcer e esperar.

Dado interesse: ao longo de sua vida, uma mulher consome cerca de 10.000 absorventes.

Hortas comunitárias: uma boa solução

Uma boa solução para terrenos baldios abandonados são as hortas comunitárias. Aplicadas e idealizadas pela ONG Ipanema, do bairro Jardim Ipanema, em São Bernardo do Campo, SP, são uma solução ao lixo acumulado e a degradação ambiental.

Além de permitirem o escoamento da água da chuva, fornecem alimento e distração. Uma boa opção para bairros carentes.

Por estar localizado em uma área de manaciais, o bairro Jardim Ipanema não pode mais, por lei, iniciar novas construções. Por isso, os terrenos geralmente ficam abandonados e juntando entulho, lixo e ratos. Com o consentimento do proprietário, a ONG milita algumas pessoas que moram na vizinhança para cuidar da plantação. Essas pessoas consomem a produção e distribuem para vizinhos e amigos.

As hortas tem tomate, cenoura, chuchu, beterraba... além de vários temperos e ervas (melissa, manjericão, capim-cidreira, camomila, entre outros).

Um bom exemplo, uma alternativa alimentar e uma forma de preservar o meio-ambiente urbano.

Saiba mais: clique aqui!